Morto há exatos dez anos, em 14 de maio de 1998, Frank Sinatra permanece como o símbolo máximo de canto masculino de uma era pré-pop. Além da arte da interpretação, a Voz dominou a arte de viver. A coletânea ora editada pela Warner Music - Nothing But the Best, com 22 gravações feitas pelo mestre em sua gravadora, a Reprise Records, fundada por ele em 1960 para se dissociar da Capitol Records - oferece pálida amostra de sua arte maior, a do canto. Inclusive a gravação alardeada como inédita, Body and Soul, traz a rigor de novo somente a orquestração, conduzida por Frank Sinatra Jr., o filho do astro. Nada relevante...Nothing But the Best rebobina algumas das gravações mais emblemáticas da obra fonográfica de Sinatra - entre elas, My Way e Theme from New York, New York. Contudo, a partir dos anos 60, o cantor foi perdendo progressivamente a aura de modernidade que envolveu sua voz na fase inicial na Columbia e, sobretudo, no período áureo vivido na Capitol, quando sua emissão vocal já estava completamente depurada e aliada ao suingue nato do intérprete. Ainda assim, a compilação realça a capacidade de Sinatra (1915 - 1998) de não perder seu público e de acompanhar seu tempo. Até porque a importância deste majestoso crooner nunca residiu somente em suas raras qualidades vocais - como a dicção perfeita. Sinatra foi a mais perfeita tradução de uma América pré-pop e pré-rock. Depois de Elvis Presley (1935 - 1977), teve início outra era. Outra História...
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