Sobreladeiraabaixo Quando ele apareceu, era evidente que por trás de toda a parafernália hippie greenpeace ali estava um talentoso imitador de James Taylor. Não o do Rock in Rio, mas o do James Taylor Quartet, uma das maiores bandas do selo Acid Jazz londrino - selo que na década de 90 liderou uma cena de misturas entre jazz e funk em onda cool. Ainda assim, eu gostei muito. E ainda acho o libelo ingênuo Too Young To Die muito bom, muito perto do que um inglês pode chegar de outro James, o Brown. Daí veio o Space Cowboy e uma queda para a discoteca, que melhorou com Virtual Insanity e uma série de clipes muito loucos. A paixão por Lamborghinis se sobrepunha ao amor pelo espírito sa terra, tudo tranquilo, mas sei lá. Meio playboy, meio blingbling cool. Sempre com o Jay Kay à frente, se confundindo entre ser a banda ou só o líder. No disco seguinte, Synkronized, uma volta à pista de dança mais pesada, com drum'n'bass no auge da popularidade e o Jay Kay atrás. Ficava cada vez mais claro uma certa função Jota Quest: o importante é estar bem no momento do pop, encher casa, tocar no rádio, cantar para o Godzilla. Nada contra. O mais interessante, para mim, era uma faixa do disco chamada King For a Day, uma óbvia e algo covarde (afinal não havia espaço para resposta) enfileiração de dores de cotovelo e reclamaçõezinhas com o melhor instrumentista da banda até então, o baixista Stuart Zender. Nick Fyffe, o substituto, era pior. Daí, eu meio que perdi o contato com a banda. E hoje vi que acabou. Fim de contrato com gravadora, fim de tudo. Mas que de vez em quando ele acertou, sem pretensões de revolucionar nada, acertou.
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